UM TOQUE FEMININO NA VIDA DE UM SOLTEIRO

( a narrativa desse texto é fictícia, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.)

Ela não precisava falar palavras doces pra me convencer que o seu coração sabia onde tocar. Não tinha preferencia entre o momento certo e o exito, o que fosse pra acontecer nunca seria em vão.
Nunca precisou chegar em sua casa sem avisar, mas quando havia imprevistos era possível perceber que hora marcada pra ela não era problemas quando existia vontade de fugir da realidade. Deixava ela encontrar motivo pra entender todos os seus erros , mas não fingia estar preocupado com a natureza saudável que transmitia porque a sua segurança o tranquilizava.
Não deixava ela perceber o seu sorriso quando tocava suavemente a ponta do nariz depois de espirrar devido a sua alergia a certos perfumes. Inclusive o que estava usando nas roupas, pois foi ela mesmo quem disse que ajudava na maciez. Há um tempo que morava sozinho, mas o toque feminino em suas necessidades tem feito tudo ficar mais fácil.
Nunca foi fácil disfarçar que a cada manhã estava precisando de conselhos, pedindo ajuda, ligava sem cerimonia por qualquer eventualidade. Era raro conciliar todas as aspirações de homem sonhador com a sutileza da serenidade feminina em que acabara de se aventurar; entre as outras tantas desventuras de mergulhar na imensidão do teu espaço ocular não se podia brincar de rosa dos ventos sem se amedrontar com o furacão que arrancava o tronco das arvores.
Quando não aparecia nenhuma mensagem no celular, já ficava preocupado. Ela estava fazendo o domínio da situação, o ele sentia que estava fazendo falta? Mas era impreciso permanecer ausente só pra não burlar a regra, e sabia que os dados já tinham sido lançados e era preciso fazer a jogada. O que uma resposta pode provocar nessa corrida do tempo? Olhava o relógio, marcava o compasso, sempre se permitia burlar os segundos enquanto segurava a sua bolsa e ela fingia estar escolhendo outra roupa só pra fazer graça com o coração. Mas era a presença que fazia cada lugar menos entediante, que não passava além do minuto seguinte esquecendo as concessões que ela fazia quando ela marcava seu rosto com o cheiro e o batom.
Era difícil conseguir manter os olhares confusos, as manias despertas, era impreciso o tempo quando ele não ficava parado pois em seus olhos que circundavam o lugar o movimento das pessoas dizia muito do que ela queria se comunicar. Perdia o jogo do amor,vencia o jeito de amar.

E um dia, ela se esqueceu de falar dos defeitos, nem contou que o dia não foi magico. As razões pra reclamar que é possível viver o mundo sem demonstrar para as pessoas que elas não se importam com o que acontece ao redor, para mudar o ambiente, pra respirar mais tranquilo ao final do dia. E assim foi que ele deixou de sentir falta de alguém implicando com a toalha jogada em cima da cama.

Daniel Ribeiro
#conto

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