Se a Natureza pudesse agradecer
Os anos que vivemos aparentam ser menos vividos, e sobressaem-se totalmente de plena sobrevivência. Acordos mantidos com as divindades podem ter sido quebrados, e já insustentável se molda o futuro da humanidade. Os sinais mais visíveis que esse desfrute provoca em nossa sobrevivência vêm da natureza que, se não cuidada com o zelo que temos ao nosso ente mais querido, em contrapartida, por nós a maltratarmos, vem de uma forma punitiva; em vista da permissão que Deus concede-a.
Presenciamos as ações da Natureza em diversos lugares do planeta. Ações de certo grau que não estão ao alcance humano para ser contido. De certo, o contrário pode ser também alcançado, basta o homem ter a hombridade em pensar que uma mínima ação sua pode modificar a situação. Podemos pensar em algumas intervenções para a ação do homem trazer um equilíbrio que amenize as ações humanas na natureza. Simples e eficaz, aplicar intervenções da própria da natureza contra si, talvez mostre uma forma eficaz para que fique mais agradecida, para sermos abertos a consciência de preservar o que temos e cuidar do que virá para o futuro.
Esse futuro aponta
como esperança de que estamos instruindo a geração atual para que compreenda
seu dever. São esses jovens, que agora estão em uma realidade da conexão
virtual, os responsáveis para promover a conexão natural; pois a natureza do
homem sempre foi olhar para a terra, suas proposições e suas carências. Criar
os espaços abertos que podem simbolizar os meios de vida, intervir nos espaços
urbanos para a qualidade de vida se aproximar ao máximo do prazer em viver em
harmonia com a Natureza.
Andar por praças e avenidas e se encantar com Sibipirunas e Cambucis proporcionando sombras e lugares para a população. O refresco das Guanhumas ou a beleza de uma Cereja-do-mato, atraindo olhares e parando pessoas para registrar momentos. Quem não irá querer fazer uma caminhada por um parque, ou ao andar de bicicleta, em liberdade, onde possa admirar Pitangueiras e Jacarandás, para plenamente descansar das suas atividades. Conversar sobre os fatos da vida e cotidiano perto de uma Acássia, ver um ninho de pássaros, e, alegrar-se que seja em uma Quaresmeira, tão bela.
Essas utópicas postulações sobre uma forma mais humana, e urbana, de convivência poderiam salvar nossa forma de viver. Penso que se a Natureza pudesse, nos agradeceria. Tratar bem algo que sempre fez parte do mundo, quando a indiferença sempre transparece o mal que assola este planeta, tanto precisado de nosso cuidado. Mas tal sonho, imaterial e folclórico, ainda precisa ser muito debatido. E quando tudo isso acontecer, seremos muito recompensados pela Mãe Natureza. Se a Natureza pudesse agradecer...
Por Daniel Ribeiro da Cruz, cronista e poeta.
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