Aquele não era mais o mesmo balanço do parquinho. Mesmo tão conservado. O que a lembrança guardava não permanecia mais visível no local. 
Via as crianças, os cachorros, as folhas que sujavam o parque. 
Foi apenas as lembranças que viam enquanto caminhava ao redor. Sentia a mão segurando o ombro, carregando até o balanço, contando as histórias que viveu ali. Outra lembrança que faz o aperto na garganta lhe lembrar que, a lembrança em si era um momento de alegria.
O passado não é cicatriz. Nem devia deixar ser dolorido. Apenas uma marca, uma permissão da memória que você sobrevive até hoje com mais força ainda.
Agora, ela era que segurava a pequena mão e a carregava até ao balanço. Mas não dizia nada, nem passava seus ensinamentos. Apenas sentia o momento. Para que enquanto passa o tempo, guardar e gravar as palavras certas para dizer o que sentiu naquele momento.
- Que lugar lindo, mamãe!! Posso ir naquele balanço.
- Sim.
Assim, percebeu que começava a se sentir parte de uma nova história.
~Diana

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