Crônica – A sensibilidade não luta com a razão.
Me surpreende bastante, nos dias atuais, a mínima possibilidade de existir pessoas que tentam demonstrar sensibilidade. Pode ser possível que a proporção seja tão pouca, mas existe uma fração que tem esse predicado, e, em contrapartida, percebemos que cada porcentagem coloca sua sensibilidade humana em cada um de seus propósitos. Por que o propósito humano está repleto de decisões que fazemos em vida, e em cada propósito damos um pouco de referência aos que estão torcendo por nós.
Falando de propósito, muitas
pessoas decidem, em vida, a necessidade de se viver uma aventura, decidindo
explorar as diversas formas de experiências, conscientizando-se que o sentido
da vida seja viver momentos de forma que jamais sejam esquecidos. Entre os mais
aventureiros, as opções se tornam bem radicais, como fazer uma trilha perto de
um vulcão, ou fazer um passeio no módulo balonismo, como também profissões de
cobrir uma guerra para que a verdade seja reportada.
Para outras pessoas, o propósito
é mais racional, e isso não fere nenhuma regra de humanidade. Por mais que haja
o desejo de novas experiências, totalmente mais consciente ser racional e
conservar o cuidado com quem está próximo da gente, e saber que a sensatez pode
ter um fundamento relevante na vida. Os propósitos a serem encontrados estão
invisíveis. Você deve acha-los em pessoas que nunca viu, ou em atos que nunca
cometeu.
As notícias frequentes sobre
pessoas com propósitos de vida que se aventuraram, e, infelizmente, não tiveram
um final feliz, refletem como o mundo tem cada vez mais se divergindo em
reações, sejam positivas ou negativas. Mas, o que isso tem a ver com
sensibilidade? Na verdade, o ponto aqui são os diversos argumentos e debates
que surgem nas mídias sociais. De forma pouco argumentativa, e tanto mais
pessoal e imparcial, pensamentos racionais propagam palavras que nem sempre, a
meu ver, condizem com um ato humano.
E aqui, neste trecho, vou expor
um pouco da minha imparcialidade também. Ninguém capaz de avaliar um risco não
vai deixar de viver uma aventura, da mesma forma, não há pessoas que serão
influenciadas a não fazer algo que deseja, só pelo fato de risco de morte.
Todos nós temos nossa porção de sensatez quando precisamos tomar decisões, e cabe
só a nós a decisão de fazermos algo com arriscado ou não.
Retomando o tema sobre a
sensibilidade, defino dessa forma: ela não luta contra a razão. Simplesmente aborda
de maneira empática, dando espaço a liberdade. Falando de propósito, nesse
texto quis abordar dessa forma para deixar explícito o seguinte: não deixe de realizar
os desejos do coração por uma consciência de aprendizado. Se não quer fazer, não
faça por influências de pessoas cheias de razão, apenas coloque no seu coração
que esse propósito não servia para você.
Tenha sempre um espírito aventureiro,
faça lista de lugares desejados que nunca foi, participe de eventos que
desafiam suas habilidades, mostrem seu espírito de vida sempre. Não há
vestígios que mostram que é preciso dar razão para o medo, nem que apontem um
obstáculo para sua intensa forma de viver. Quem sabe do seu esforço não precisa
te dizer um milhão de conselhos, apenas se lembrar que você tem os melhores
motivos para fortificar seus desejos.
O último suspiro é sempre mais
intenso.
Daniel Ribeiro da Cruz, poeta e cronista.
Obs: esse texto estava sendo feito para homenagear a influencer e publicitária Juliana Marins. Infelizmente, enquanto o texto estava sendo escrito, veio a falecer. Solidariedades do blog.
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