Ainda não conseguiram me iludir
Espero vencer as barreiras da loucura, olhando o céu límpido da manhã, respirando a natureza dos espaços ocupados. Ouço as notícias, leio-as já anestesiado de sentimentos impulsivos, nada mais me espanta ou provoca reação.
Aparelhos tecnológicos agora também são capazes de mentir. Talvez essa programação tente me entristecer, mesmo sabendo que tudo faz parte da ação humana. Um artifício metafórico moldou cada sabedoria, que antes tínhamos como absorver, e hoje, escorre pelas ruas uma chuva de informações vazias. Os meios fios estão cada vez mais interessantes.
Não vale a pena ficar refletindo as filosofias de Sartre, mas a pena da nossa existência tem proliferado uma falsa destreza em manter a civilidade. Os propósitos para se alcançar os objetivos estão se tornando mais que individuais, ou individualistas. Seria como um egocentrismo psicológico que vem se tornando uma nódoa de falso moralismo.
Estou (parcialmente) feliz aqui onde vivo. Ainda consigo ouvir os pássaros cantando, ainda permito olhar o céu a noite com contemplação. Em parte, seria medíocre da minha parte desvencilhar-se da vivência humana, e, com tantas ações em evidência, nem mesmo a falsa notícia deve deixar de causar espanto.
As modernidades estão pulsando as veias da evolução humana, e o homem precisa criar uma guerra para ocupar, agora, até as nossas mentes. Há entre tantas pessoas conscientes aquelas que se permitem evoluir com a modernização evolutiva dos aparelhos tecnológicos, enquanto prezo para que apelem para uma involução das razões humanas.
Ainda colocando-me no limite da barreira da loucura, tentar imaginar um futuro (para os sensitivos, como eu) em um ponto obscuro, mesmo sem ser capaz de enxergar, pode ser desanimador, no entanto, ainda não conseguiram me iludir. Até porque, eu mesmo posso criar minhas próprias ilusões, basta olhar o ponto luminoso que ainda enxergo.
Daniel Ribeiro da Cruz @pontoscriticos
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