Carta de apresentação à crônica.

Olá, Leitores!!! 


 Procuro sempre me manter informado sobre coisas que eu gosto, e sobre os fatos que me apontam interesse. Nunca pensei em desviar os olhos para além do que seja meus hobbies, e assim eu me aperfeiçoo, com minhas leituras, com meus textos, com o que me satisfaz.

 Entretanto, a vida nunca é satisfatória dessa maneira. Pelas notícias que hoje acompanho, não há como pertencer a sociedade sem deixar uma marca de pensamento por aí. Assim, eu compreendi que com os textos que escrevo, e com as informações que absorvo, posso ser um pouco mais criterioso nos meus pensamentos. Como muitos autores que admiro e absorvo, tem uma proposta que me abre a possibilidade de um viés crítico, e nunca experimentado.

 Tenho um propósito restrito e concreto sobre o meu ponto de vista, e sinto-me um literato iniciante. Contudo, nem as minhas mirabolantes e solitárias viagens para o mundo da literatura fizeram com que minha percepção se voltasse para apenas esse olhar fantasioso e cheio de notas suaves de liberdade com um requinte de poética. Uso as palavras para expor meu mundo sob a visão do que informei inicialmente nesta carta, mas a maturidade (ainda que tardia) veio me mostrar que posso oferecer, através da minha escrita, um pouco do que enxergo na visão do mundo.

 Ainda que a poesia tenha feito movimentos incríveis na minha vida, como no xadrez da vida, sinto um novo movimento no tabuleiro e, portanto, agora é a minha vez de mover. Um movimento que confesso não ser expert, mas entendo ser, na prática da escrita, uma mobilidade que pode promover um desejo de alcançar um patamar acima da carreira literária. Como vários dos escritores que me moveram até aqui ( não nego que tenha inspiração em Drummond, Rosa, entre outros grandes autores) acredito que na bagagem literária, posso fazer uma viagem mais técnica, de conhecimento aprofundado, visando o olhar crítico que sempre busquei.

 Espero que as pessoas que acompanharem as leituras previstas daqui em diante entendam que o viés político esteja apenas ocultado de forma enigmática, sem pretender aloprar-se da opinião alheia. Na verdade, a pretensão que busco não é expor pessoas públicas ou partidárias, nem instituições, mas que eu possa, de alguma maneira, ajudar no movimento do olhar para a sociedade, uma melhoria sob a ótica de um pensamento construído através de leituras conscientizadas e convivência social.

 Quando a ideia surge, não há escuridão que não seja contagiada. Tenho me incomodado bastante com algumas situações confortáveis, e, na expectativa do enxadrista, está tomando minha mentalidade com essa ideia de movimento; além de querer fazer do literário que me formei, um crítico de palavras desperto no fazer poético que proporcionou meu amadurecimento de escrita. 

PS: Pretendo publicar as crônicas a cada 15 dias. Não há garantias da pontualidade de cada crônica.



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